Skip to content

Seminário HPhil: 13 Abril 2023

O Grupo de Investigação HPhil (História da Filosofia) do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa promove a edição de 2022/23 do seu Seminário Permanente em História da Filosofia, dedicado à apresentação de conferências de conceituados especialistas ao mesmo tempo que cria oportunidades para talentos emergentes, promovendo estudos avançados sobre debates inovadores e a formação permanente da sua comunidade académica.

Nesta sessão do seminário, Dinis Tomás (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa) apresentará uma conferência intitulada “A Teodiceia da Metafísica de Teofrasto” (resumo em baixo).

A sessão terá lugar no dia 13 de Abril de 2023, às 17h, na Sala C201.J (Sala Mattos Romão, Departamento de Filosofia). A entrada é livre.

 

Resumo

A origem do mal; a relação que este possui com o divino; o estatuto moral (ou axiológico) que, à luz do que concluirmos nos dois primeiros casos, atribuímos ao mundo: todas estas são problemáticas que, em referência à obra em que Leibniz as abordou, são commumente nomeadas como a problemática da “Teodiceia”.

Se é certo que, na memória popular filosófica, Leibniz é associado à discussão dessa problemática, a verdade é que as suas origens são (como é sempre o caso) remotas e gregas, podendo-se argumentar que as suas raízes (como sempre enfatiza a máxima de Whitehead) já se encontram em Platão (Tim. 29 E). Todas as restantes “teodiceias” que tendem a ser baptizadas enquanto tal (como a de Plotino, ou a de Agostinho de Hipona) são, também elas, de matriz platónica.

Mas será que se poderá falar numa “teodiceia” aristotélica? Parece, de facto, estranho que um autor tão prolífero, laborioso e curioso como Aristóteles não se tenha debruçado sobre a questão. A problemática, porém, não parece emergir proeminentemente nos seus escritos. O certo, porém, e (praticamente) inaudito, é que interessa a Teofrasto, o seu sucessor no Liceu.

Nesta apresentação resgataremos a (praticamente) esquecida teodiceia de Teofrasto, reconstruindo, por um lado, a argumentação que a sustenta e, por outro, a cosmovisão que é defendida na mesma obra: aquela que, defende Teofrasto, corresponde ao melhor dos mundos possíveis.